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Os
contadores
pretendem
se
manter
ativos
contra
o
aumento
da
carga
tributária
brasileira.
Este
é
o
pensamento
da
categoria,
expresso
durante
encontro
com
contadores
promovido
pelo
DCI
ontem
no
Hotel
Jaraguá,
na
capital
paulista.
A
mobilização
vitoriosa
dos
contadores
contra
a
Medida
Provisória
(MP)
232
foi
considerada
um
marco
pela
categoria,
que
vê
agora
a
oportunidade
de
mudar
alguns
conceitos
sobre
a
profissão,
tanto
internos
quanto
externos.
“A
Frente
(contra
a
MP
232)
acabou,
mas
ainda
está
ativa.
As
entidades
que
participaram
dela
estão
aglutinadas
e
voltarão
a
se
mobilizar
a
qualquer
momento”,
avisou
o
presidente
do
Sindicato
das
Empresas
Contábeis
de
São
Paulo
(Sescon-SP)
e
um
dos
líderes
da
Frente,
Antonio
Marangon.
Para
Raul
Correa
da
Silva,
conselheiro
do
Conselho
Regional
de
Contabilidade
de
São
Paulo
(CRC-SP)
,
o
fato
de
um
contador
—
Marangon
—
ter
sido
um
dos
líderes
de
um
movimento
de
âmbito
nacional,
com
grande
repercussão
e
que
foi
vitorioso,
ajudará
na
auto-estima
da
categoria.
“Ao
ver
um
contador
com
esta
exposição
na
mídia,
vi
que
agora
fomos
aceitos
e
estamos
liderando
um
processo
que
impede
aumentos
da
carga
tributária”,
disse.
“A
MP
232
foi
uma
maldade
tão
grande
do
governo
federal
que
ficou
claro
para
todos,
inclusive
para
a
classe
contábil,
que
buscou
se
mobilizar”,
disse
o
tributarista
Adermir
Ramos,
da
consultoria
Caminho
Legal
.
Gastos
públicos
na
mira
Além
de
evitar
novos
aumentos
na
carga
tributária,
Marangon
também
acredita
que
a
classe
precisa
lutar
contra
o
aumento
dos
gastos
públicos.
“Estamos
de
olho
sobre
o
projeto
de
lei
que
o
governo
deve
mandar
para
o
Congresso
nos
próximos
dias”,
disse.
“Além
disso,
apoiamos
a
OAB
(Ordem
dos
Advogados
do
Brasil),
que
montou
uma
comissão
para
acompanhar
de
perto
os
gastos
públicos,
que
deverão
seguir
o
que
foi
definido
no
Orçamento
deste
ano.
Se
houver
alguma
mudança,
será
descoberto
por
eles”,
afirma.
Para
o
vice-presidente
financeiro
do
Sescon,
Valdemar
Lopes
Armesto,
o
governo
federal
deveria
aprender
com
os
empresários
como
agir
para
reduzir
seus
gastos.
“Desde
o
início
do
Plano
Real
os
gastos
não
param
de
subir.
Só
que
nós,
empresários,
não
aumentamos
os
preços
para
cobrir
gastos,
como
faz
o
governo,
e
sim
cortamos
os
gastos”,
explicou.
Outra
questão
do
setor
tributário
que
deverá
ser
combatida
pelos
contadores
é
o
aumento
das
chamadas
obrigações
acessórias,
ou
seja,
a
documentação
que
deve
ser
entregue
ao
Fisco
para
facilitar
a
fiscalização,
e
também
das
retenções
de
impostos
na
fonte.
“A
retenção
na
fonte
é
tão
ruim
para
o
empresário
quanto
um
aumento
de
impostos,
porque
ele
paga
o
tributo
antes
mesmo
de
receber
do
seu
cliente”,
disse.
“O
problema
é
deixar
a
Receita
Federal
legislar.
É
a
raposa
tomando
conta
do
galinheiro”,
disse
Armesto.
Melhorar
a
auto-estima
Com
a
visibilidade
alcançada
pela
classe
contábil
com
a
MP
232,
o
novo
desafio
da
categoria
é
aproveitar
a
situação
para
melhorar
sua
auto-estima
e
afirmar
sua
importância.
“Agora,
temos
de
nos
firmar
como
conselheiros
e
contadores,
e
não
como
meros
preenchedores
de
formulários”,
disse
Marangon.
Para
Marcelo
Assis,
diretor
da
Asta
Consultoria
,
o
contador
precisa
agora
buscar
a
sua
atuação
para
se
tornar
indispensável
ao
setor
produtivo.
“Temos
de
fazer
muito
mais
pelo
empresário.
Ele
tem
de
cuidar
exclusivamente
de
como
vender,
produzir
e
crescer,
enquanto
cuidamos
do
resto”,
explicou.
“Temos
de
deixar
de
ser
vistos
pelos
empresários
como
um
mal
necessário
para
a
empresa”,
resumiu
o
diretor
financeiro
da
consultoria
contábil
Confirp
,
Richard
Domingos.
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