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Software: Desempenho inicial foi 234% maior em unidades vendidas

Windows 7 bate de longe vendas de seu antecessor


    Pavel Alpeyev, Bloomberg, de Tóquio
    06/11/2009

Chris Tzou/Bloomberg
Foto Destaque
Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft: vendas "fantásticas" e esforço para desafiar o Google na área de busca

Depois de toda a expectativa criada em torno do Windows 7, os engenheiros da Microsoft responsáveis pelo novo sistema operacional - e toda a alta cúpula da empresa - devem estar aliviados com os primeiros resultados de vendas. De acordo com o NPD Group, especializado em pesquisa de mercado, as vendas iniciais do Windows 7 nos Estados Unidos foram 234% superiores às do Vista na época de seu lançamento. A receita, no entanto, não foi tão forte. Uma combinação de descontos associados a pré-vendas e a ausência de atividades promocionais para a versão Ultimate, a mais cara, resultou em vendas 82% superiores às do Vista em dólar, de acordo com o levantamento.

O desempenho inicial foi comemorado por Steve Ballmer, o executivo-chefe da Microsoft, que classificou de "fantásticas" as vendas nos primeiros dez dias após o lançamento do Windows 7. O resultado, afirmou Ballmer, superou as receitas de todos os sistemas operacionais lançados anteriormente pela companhia. "O Windows 7 é um exemplo do tipo de inovação que eu considero importante no mercado tecnológico", disse o executivo, ontem, em Tóquio.

A Microsoft começou a vender o Windows 7 em 22 de outubro. No dia seguinte, a empresa divulgou que havia vendido mais cópias do Windows no trimestre passado do que em qualquer outro período. As encomendas do novo sistema operacional e a demanda elevada pelo Windows XP, muito usado nos netbooks - equipamentos diminutos e mais baratos que os laptops tradicionais -, reforçaram as vendas totais do Windows no período.

"O programa de pré-vendas de baixo custo da Microsoft, o marketing de alta visibilidade e acordos agressivos ajudaram o fazer do lançamento do Windows 7 um sucesso", disse Stephen Baker, vice-presidente de análise do NPD Group. "Em um ambiente lento para os pacotes de software, o Windows 7 trouxe um grande número de consumidores até as prateleiras de software."

A Microsoft está "mais otimista" com o mercado de computadores pessoais do que estava há três meses e prevê uma continuação da recuperação das vendas no segmento de consumo - de máquinas compradas para uso em casa -, disse no mês passado Bill Koefoed, gerente-geral da área de relações com investidores da Microsoft. A demanda no segmento empresarial está fraca e não vai se recuperar neste trimestre, segundo acreditam alguns analistas.

As vendas de computadores pessoais cresceram 2,3% no terceiro trimestre, segundo a consultoria IDC. Com esse desempenho, o setor retomou seu crescimento um trimestre antes do projetado pela IDC.

A maior parte das pessoas que comprarem PCs, também vão comprar o Windows 7, disse Ballmer, em Taiwan, na quarta-feira.

A Microsoft, que em julho anunciou uma parceria na área de mecanismos de busca com o Yahoo nos Estados Unidos, poderá ampliar o acordo para os mercados internacionais, informou Ballmer, sem fornecer mais detalhes. A expansão vai depender da experiência da Microsoft nos EUA e da aprovação das autoridades reguladoras, disse Ballmer.

No mês passado, o Yahoo disse que as negociações do acordo, que deveriam ter sido concluídas no dia 27 de outubro, poderão levar mais tempo que o esperado. O acordo deverá criar um concorrente maior para o Google no mercado de buscas. Sob os termos da parceria, o Yahoo colocará o Bing, o mecanismo de busca da Microsoft, em seus sites na internet. As duas companhias vão dividir as receitas publicitárias.

"O Google é o rei da busca e vamos trabalhar duro", disse Ballmer. "Quando você é um concorrente de pequenos volumes e existe muito conteúdo local na construção de um serviço de busca, você realmente precisa trabalhar muito mais para converter localidades, países e idiomas diferentes." (Com São Paulo)

 

 
Fonte: Valor Econômico