A Inicialmente, a Telefônica vai lançar um total de até R$ 6 bilhões em notas promissórias - títulos de curto prazo no mercado interno. Será um empréstimo-ponte, portanto provisório, para a aquisição, que precisará ser paga integralmente no dia 24 de novembro. É o maior pacote de emissão desse tipo de papel da história do mercado brasileiro de capitais. O plano é que esses títulos de curto prazo sejam trocados prontamente por papéis de mais longo prazo, as debêntures. Essas terão três parcelas de vencimento em três, quatro e cinco anos, também garantidas pelos quatro bancos. O A Telefônica prefere as notas promissórias ao empréstimo, no entanto, por vantagens fiscais: fica livre do Imposto sobre Operações Financeiras de 1,88%, que é pago logo no início da transação. O mesmo acontece com as debêntures. Já os bancos preferem esse tipo de título porque podem vendê-los aos investidores e não precisam ficar com todo o crédito em seu balanço, podendo depois fazer novos empréstimos à Telefônica. A As notas promissórias tornaram-se uma boa alternativa para empréstimo-ponte depois de regra criada em janeiro deste ano pela Comissão de Valores Mobiliários, o xerife do mercado de capitais brasileiro. De acordo com a instrução 476 da CVM, as ofertas públicas dirigidas a investidores superqualificados podem ser feitas sem a necessidade de registro público na autarquia. Esses investidores são os gestores de fundos mútuos (fundos de pensão ainda não podem participar), que cada vez mais procuram papéis de empresas para colocar em suas carteiras, dada a queda nos juros básicos, já que os títulos privados rendem mais que a Selic. As notas promissórias da Telefônica vão pagar 107%, 108% a 109% dos Depósitos Interfinanceiros, dependendo do prazo de resgate que a empresa escolher, até o máximo de 180 dias. As debêntures vão pagar de 110% a 115% do DI. A Telefônica preferiu financiar a aquisição no mercado interno por duas razões: para evitar descasamento com suas receitas, em reais, e porque esse tipo de linha é mais barata do que em dólar, se for feita a conversão do seu indexador para reais. O mercado de capitais externo tem uma vantagem para empresas com receitas em reais: proporciona prazos mais longos. Mas isso não é um tema para a Telefônica, que tem grande geração de caixa operacional e pode quitar suas dívidas rapidamente. A Vivendi também já levantou os R$ 5,4 bilhões para comprar a GVT, mas no mercado de Londres e Paris. O francês
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Fonte: Valor Econômico |
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