Empresas adotam novos conceitos

 

Recife, 8 de Outubro de 2004 - O advogado Fúlvio Pistoresi, sócio do escritório Tozzini, Freire, Teixeira e Silva Advogados , no Recife, disse que tanto quanto no Sul do País cresce no Nordeste a demanda para a utilização da gestão de contencioso nos meios corporativos, como alternativa de agilizar processos e otimizar o atendimento ao cliente.

Ele explica que as empresas da região estão acatando cada vez mais a tendência moderna de contratar escritórios que sejam capazes de atender a grandes volumes de processos, aos interesses mais especializados e também de fomentar novos negócios dentro de seus respectivos segmentos de mercado.

Pistoresi acha que a adoção da arbitragem no Brasil, em 1996, tende a otimizar o andamento de contenciosos, inclusive porque, além de desafogar os tribunais de Justiça, dá margem a que os processos que exigem notáveis conhecimentos específicos venham a ser encaminhados a especialistas devidamente cadastrados pelas câmaras, oferecendo assim soluções compatíveis com as demandas.

Terceirização

Ele disse que o escritório está adotando como prática a terceirização de serviços jurídicos de grande volume. "Para atender à necessidade do mercado o escritório criou uma área de gestão de contencioso que administra quase 65 mil processos de diversos clientes. Somente no Nordeste, o grupo conduz mais de 26.240 processos.

"As organizações que já aderiram ao modelo calculam que, além de ganharem tempo e qualidade com a profissionalização dessa atividade, também ganham com a diminuição de custos, que varia de 30 a 50%", afirma.

Pistoresi comenta que com a adoção da gestão de contencioso, o cliente ganha a possibilidade de acompanhar todas as suas ações através de poderosas ferramentas de tecnologia, seja de forma individualizada, seja de uma maneira global, permitindo à empresa detectar mais facilmente os problemas com seus serviços e produtos. "Dessa forma, os advogados acabam atuando não somente como assessores jurídicos, mas também como consultores de negócios, pois explicitam eventuais problemas apresentados pelos produtos dos clientes, bem como formas preventivas e alternativas para solucioná-los", complementa Pistoresi. "Os advogados internos das empresas poderão voltar suas atividades para questões estratégicas e preventivas enquanto os escritórios cuidam das questões de gerenciamento de contencioso", completa.

(Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 14)(Ângelo Castelo Branco)