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As organizações constituem-se em
uma enorme e complexa rede de conexões e interações entre as
pessoas que dela fazem parte. Geram entre si inúmeras
inter-relações, algumas delas decorrentes da própria
atividade profissional e outras resultantes das afinidades
pessoais e ou sociais de cada um de seus membros. Este quadro
acaba por transformá-las, sejam de micro, pequeno, médio ou até
grande porte, em um terreno fértil e privilegiado, onde
prosperam diversos conflitos. Conflitos estes relativos às inúmeras
e intensas atividades internas decorrentes do cotidiano das
organizações.
Estes conflitos,
caso resultem em número muito elevado, comprometem o crescimento
e a evolução natural da própria organização, criando um círculo
vicioso, que se auto-alimenta, resultando na perda de sua
competitividade. Tal fato é decorrente da forma negativa em que,
internamente, o conflito não somente é encarado, mas, sobretudo,
como é tratado. É muito comum a negação de que exista, pela
fuga ou omissão. Por outro lado, perde-se muito tempo na sua
resolução, o que exige dos dirigentes desgastantes decisões ou
pelo menos um encaminhamento para as mesmas, acarretando na imposição
de suas deliberações, o que sem dúvida agravará ainda mais o
conflito.
Pode-se identificar
este quadro nas organizações quando ocorre um número muito
grande de descumprimento de contratos ou acordos, elevado grau de
rotatividade de seus funcionários e reclamações trabalhistas,
recusa ou devolução de produtos em altos níveis, absenteísmo,
custos operacionais muito altos, baixa produtividade etc. Tudo
isso, na maioria dos casos, é resultante da comunicação cheia
de ruídos entre seus funcionários e desmotivação na execução
de suas tarefas, não somente agravando a situação conflituosa,
mas também comprometendo o desempenho da própria organização e
onerando-a. Por esse motivo, hoje se faz imprescindível uma forma
mais eficiente e eficaz no tratamento da questão, principalmente
face à globalização, que exige respostas imediatas e oportunas
das organizações. Os dirigentes, conscientes de tal fato, buscam
modernas ferramentas de administração a partir de experiências
implementadas na prática por reconhecidos administradores,
especialistas, empresários e estudiosos da administração.
Eventos nacionais e estrangeiros são cada vez mais freqüentes,
pois aqueles dirigentes procuram freneticamente identificar um
modelo que se adapte à realidade de sua organização como
resposta a eventuais dificuldades em lidar com conflitos em suas
organizações.
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A
experiência brasileira, apesar de restrita a poucas
empresas do setor industrial, tem repetido o resultado no
exterior |
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A mediação de
conflitos nas organizações é um moderno, eficiente e eficaz método,
que pode reverter este quadro e responder aos anseios daqueles
dirigentes. Permite criar sistemas próprios e internos que
possibilitem a seus integrantes passar a encarar o conflito de
maneira natural, com vistas à sua resolução dentro de parâmetros
mais pacíficos e equilibrados. Prioriza o reconhecimento dos papéis
que cada participante deverá desempenhar na organização. E
privilegia o diálogo cooperativo, não somente entre os
envolvidos, mas também entre eles e a própria organização. Sob
este aspecto, a elaboração de um sociograma (descrição das
distintas e inúmeras inter-relações existentes entre todos o
integrantes), face ao tradicional organograma, facilita a
identificação dos diversos níveis de atuação para a resolução
do conflito. Amplia-se, assim, o auto-conhecimento das diversas
inter-relações existentes. O resultado, como conseqüência, é
a implementação de plano específico, que aos poucos permite a
evolução natural da resolução dos conflitos. Transfere-se,
automaticamente, da estrutura impositiva para a colaborativa. Além
disso, é relevante asseverar que os objetivos e as missões das
organizações constituem-se norteadores e sustentáculos do
sistema, sendo respeitados e identificados como impulsionadores da
gestão e resolução dos conflitos.
Assim é que
disputas surgidas nas organizações, entre departamentos, entre
funcionários do mesmo departamento ou distintos (desde os menos
qualificados até os de mais alto nível), entre diretoria e
departamento, entre funcionário ou funcionários e diretoria e
seus membros, fusões, incorporações e cisões podem ser objeto
de resolução pacífica de seus conflitos. Isso graças à
intervenção de um terceiro independente e imparcial, cujo
resultado final será sem dúvida a diminuição dos custos
diretos e indiretos causados pelos conflitos, aliada ao
crescimento da organização.
A experiência
brasileira, apesar de restrita a poucas organizações ligadas ao
setor industrial, tem repetido o resultado ocorrido no exterior,
isto é, o de fazer nascer organizações mais ágeis e
competitivas. Ela têm apresentado a melhora da comunicação
interna, com a conservação das distintas inter-relações
existentes e promoção de outras novas, maior produtividade,
aliado a um ambiente mais favorável ao trabalho e à criatividade
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